Sexta-feira
(04/02/05):
Saímos de São Paulo na companhia do Bernard, Leví
, Cathy, Severino (motorista) e eu.
Destino: Bracuy-RJ.
A viajem de carro foi cansativa apesar que do trânsito,
em véspera de feriado de Carnaval, estava fluindo.
Viajando na estrada com muita chuva já prevíamos
o que a metereologia havia acertado até então...
Com muito papo no carro a companhia rapidamente se tornava interessante
e agradável.
Finalmente
ao chegar, o descarregamos sob uma leve garoa e logo arrumamos
tudo nos seus devidos lugares.
Jantamos duas pizzas no restaurante do francês... estávamos
exaustos.
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Severino,
após Caty gentilmente insistir resolveu dormir no barco
e voltar para São Paulo logo no dia seguinte pela manhã.
Poucos minutos depois estávamos todos roncando ...
Sábado (05/02/05):
Com a gaiúta aberta, logo acordei com o Sol ... incrível
!
Será que teríamos um tempo assim? Tivemos!
O astral no barco era bom e levantamos animados.
Mais animada ainda, estava Cathy que antes de todos já
tinha se levantado para fazer o seu cooper matinal.
Nessa hora o Severino já havia ido para São Paulo
levar o carro ... nem o vimos partir...
Tomamos café e fomos para a Marina tomar um banho.
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Preparávamos
para zarpar ...
Checamos os tanques e após estarem abastecidos, Bernard admirava
o novo toldo feito para o Mare Nostrum.
Para quem conhece o Bernard sabe o que é cuidar com perfeccionismo
e amor um barco.
Pouco tempo depois ouvia o Levy admirar: Êeeeee....... Mare
Nostrum......
Demos um segundo passeio pela marina para admirar outros veleiros
incluindo um Bénéteau 473 - Sea Spirit que estava
ao nosso lado. O propietário muito simpático havia
vindo dois dias antes de Santa Catarina e dizia ter pego uma frente
fria que o ajudou a subir bem rápido pela costa.
Procurei pelo veleiro de meu amigo Phillipe - Kilimandjaro, mas
não o encontrei...
O dia passou sob a mágica do Bracuy com os peixes pulando
no canal ao lado do veleiro...
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No
mesmo dia, sem muita delongas, zarpamos sob a ordem do capitão.
Carlinhos, o marinheiro do Mare Nostrum no Bracuy, após safar
as espias dava tchau do píer desejando boa viajem a todos...
Alcançamos o mar rapidamente e juntos admirávamos silenciosamente
a paisagem quase sagrada à nossa volta: Ilhas particulares,
praias isoladas, casas de caiçaras, coqueiros, ...
Cathy e eu comentávamos que a paisagem não deveria ser
muito diferente desde a época do descobrimento.
Ao se aproximar da nova marina de chegada, muito cuidado!
Nosso calado de 3,0 metros não nos deixava muito confortáveis
em uma região que ainda não conhecíamos tão
bem.
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De olho na carta
fiquei atento, Bernard na roda de leme guiava agora com um motor
mais devagar e Leví em pé na proa dava as coordenadas
do rumo a ser tomado.
Graaande Leví, chegamos safos e tranqüilos na Marina
Porto Imperial, nossa casa pelos próximos dois dias.
Gentilmente o Wagner (o assistente administrativo da marina) nos
esperava no píer e prontamente ajudou na atracação.Um
rapaz da também da marina pilotando um bote, ajudava a manobrar
a proa do veleiro até a bóia de arinque. |
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Após tudo safo fomos conhecer os vizinhos.
Um casal jovem na companhia de um cachorro que atendia pelo nome
de Fred.
Com muito orgulho apresentava o seu veleiro feito por ele mesmo.
Logo de
cara, o mesmo ajudou a conectar o plug do cabo de energia no píer
e Leví rapidamente com a sua incrível facilidade de
fazer amigos, já dava risadas com o casal ao lado.
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Resolvemos dar um pulo até a cidade histórica para
ver o “Carnaval Folclórico de Paraty”, mas nesse
dia só tinha o “Bloco da Lama”, resolvemos deixar
a festa para lá.
Fizemos um almojanta no “Le Casselet” aonde comemos
um “Bui a Bois”, Bernard comprou o seu picolé
de limão e visitamos algumas lojas de artesanato.
Pegamos um táxi e 10 minutos e R$ 15,00 mais tarde, estávamos
de volta à marina.
Tomei um bom banho com o excelente aquecimento central da marina
e estava novo.
Fiz um ligação para São Paulo e fui dormir...
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Domingo
(06/02/05):
A trilha sonora do barco era sempre muito boa, escolhida à
dedo pelo bom gosto do casal Leví e Cathy. Entre eles estavam:
Barry White, a trilha sonora do filme: Melhor é Impossível,...
entre outras que eu não recordo agora.
O café da manhã era faina do Leví, a decoração
da mesa da Cathy e lavar as louças a minha...
Entre o menu estavam: bolo da casa suíça, pão
Wickbold torrado na manteiga, leite em pó, Nescafé,
sucos Del Valle, bolachas, geléia, ... o que eu quero mais?
No píer estavam; Jeanneaus, Bénéteaus e até
um Lagoon que atracou logo em frente com 10 tripulantes da Nova Zelândia.
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Nos
arrumamos e fomos novamente para Paraty.
A cidade estava toda decorada com bonecos de papel marche e crianças
fantasiadas.
Um verdadeiro carnaval folclórico, familiar, alegre e bonito
de se ver.
Feito com toda a simplicidade de um povo caiçara.
Para mim, isso sim é carnaval!
Longe de “escolas de samba”, muito barulho gritado e muita
apelação.
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Almojantamos
crepe e passamos o dia inteiro lá ... até anoitecer
... e a noite foi mágica.
Com a passagem dos blocos das virgens, das negas malucas, ....
Fui procurar fazer uma tatoo de henna no antebraço que tivesse
um veleiro, mas para a frustração do Bernard, (que
estava louco para ver como é tatuar essa bendita tatuagem
de henna) não achei...
Fomos dormir com muitas lembranças e belas imagens na cabeça...
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Segunda-feira
(07/02/05):
Arrumamos o barco para partir.
Havíamos decidido não parar em Ilhabela.
Ir em uma tacada só até o Guarujá.
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Fazendo antes
uma breve pausa na ilha da Cotia para um mergulho.
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| A
Ilha da Cotia fica a menos de 1 hora da marina, um verdadeiro paraíso. |
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| Àgua
morna em dia de Sol, com a visibilidade moderada em função
das chuvas de dias anteriores, vimos peixes e muitas estrelas vermelhas
de 25 cm. aproximadamente.
Vale a pena conferir...
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| Zarpamos
às 14:30 em través sob um vento de 11 nós desenvolvendo
9,5 nós no Maré Nostrum. |
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O veleiro voava
baixo e não demorou muito para o Bernard ir para o seu “assento
Vip” feito de madeira que se encaixava no púlpito de
proa. |
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Com o sorriso estampado na cara ele chamava para ir até lá.
De lá o chiado da água passava burbulhando pelas bochechas
do casco.
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| A
força do vento podia ser sentida a cada rajada que impulsionava
14 toneladas avante.
Com o vento na cara o veleiro desenvolvia sobre o mar cortando as
ondas.
Fomos assim até Ilhabela aonde avistamos alguns petroleiros
durante a noite.
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De lá
o chiado da água passava burbulhando pelas bochechas do casco.
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Lá demos um bordo e entramos em popa rumo ao Guarujá.
Lá chegando descarregamos o barco e a labradora “Sapi”
de Bernard esperava juntamente com a sua esposa a nossa chegada.
Leví, Cathy e eu voltamos para São Paulo e Bernard
ficou no Guarujá em seu apartamento.
Até a próxima “Maré Nostrum”!
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