ENSINANDO
NUM CRUZEIRO
continuando - Parte IX
A formação dos ventos na superfície
da Terra
As
leituras de pressão às superfícies atmosféricas
são tomadas simultaneamente em todo o mundo, sendo posteriormente
reduzidas às condições padrão e plotadas
sobre as cartas.
São
desenhadas as linhas unindo os pontos de igual pressão, ou
seja, as isóbaras, que se assemelham aos contornos de igual
altura (curva de nível), que definem nas cartas topográficas
as colinas e os vales.
Quando são colocados na carta, num determinado instante,
dados de ventos, temperatura, nuvens e isóbaras, a chamamos
de CARTA SINÓTICA ou CARTA
DO TEMPO.
É a carta sinótica que nos dá uma síntese
das condições de tempo em uma grande área.
Toda carta sinótica mostrará uma distribuição
de pressão na qual existem regiões de alta e baixa
pressão.
Regiões de Alta ou anti - ciclônica são representadas
na carta sinótica pela letra -
"A"
Regiões de Baixa ou ciclônica são representadas
na carta sinótica pela letra -"B"
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Podemos,
então, identificar a direção do vento na carta
sinótica utilizando as isóbaras.
Inicialmente por causa da variação de pressão,
o vento começa a se formar.
Nessa fase, o vento é chamado de
vento gradiente.
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A
força de gradiente faz com que a velocidade do vento aumente,
e com esse aumento, a força de Coriolis também aumenta
até um valor que vai compensar a força de gradiente.
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Observamos
então que o vento faz uma curva até ficar entre as
isóbaras.
Esse vento é chamado de
vento geostrófico. |
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Identificação
dos ventos na carta sinótica
Seguindo esse raciocínio, quando temos a carta sinótica,
identificamos a direção do vento entre as isóbaras.
Na carta sinótica ao lado, repare a distribuição
dos ventos entres a isóbaras.
1-Os ventos são divergentes das zonas de Alta e circulam
no sentido anti-horário no Hemisfério Sul. (ANTICICLONE).
2- Os ventos são convergentes em direção
as zonas de baixa e circulam no sentido horário no Hemisfério
Sul.(CICLONE).
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