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ENSINANDO
NUM CRUZEIRO
Parte I O veleiro era imenso, tinha dois mastros e 53 pés (16 metros). A tripulação convidada era eu, um amigo cinegrafista (Bene) com sua fiel namorada(Luci). A tripulação fixa constava de um gato (chico), um casal (donos do veleiro)(Gerard e Beni), uma criança de cinco anos(Begê) e imaginem uma babá (Soninha) e uma cozinheira (Dna Maria). Em resumo essa família resolveu passar de três anos nesse veleiro e obviamente não queria mudar o nível de vida que levava em terra Minha missão principal era a de ensinar a tripulação fixa a navegar, num período de um mês, para que, futuramente eles continuassem a viagem sozinhos. Antes da partida resolvi organizar a vida a bordo e sugeri fazer um inventário do barco. Para não me estender muito vou mencionar os objetos mais interessantes que encontrei. Uma miniatura de um canhão em perfeito estado de funcionamento, dois aspiradores de pó, um de 12 volts e outro de 110V, (acho que eles ouviram a história da famosa poeira em alto mar), um descascador automático de batata , oito (8) garrafas térmicas, máquina de secar roupa, máquina de lavar prato e assim por diante. Para tocar tudo isso tinham uma usina termoelétrica a bordo. Conhecido o veleiro, fizemos como uma iniciação, um pequeno cruzeiro que consistia em deixar o canal de Bertioga, visando uma passagem pela Ilha Montão de trigo e seguir até a ilha de Alcatrazes, e depois formular a seqüência do cruzeiro. Uma primeira investida é crucial para qualquer cruzeiro, é nela que se vai iniciar uma convivência íntima e verificar o comportamento dos verdadeiros homens do mar. Fiz então antes de partir a primeira reunião com os interessados para darmos a iniciação aos ensinamentos. O mais interessado era o gato Chico, que ficava sempre amontoado entre os livros, Todos estavam com aquela ansiedade da partida.Apesar do veleiro ter uma parafernália de instrumentos eletrônicos, como veremos mais adiante, resolvi começar o planejamento utilizando uma carta náutica. Analogamente ao que se faz para preparar uma viagem por terra, quando consultamos mapas rodoviários para chegarmos a um lugar desconhecido; temos que na face preliminar de um cruzeiro marítimo consultar as publicações fornecidas pela marinha, que neste caso era a carta náutica do lugar . Com a carta náutica na mão podemos nos orientar e tornar seguro o cruzeiro. Como o comandante do barco sempre sabe tudo e me certificou que tinha todas as cartas da costa do Brasil, não me preocupei em checa-las, mas como vocês podem ver abaixo, a carta de saída do canal de Bertioga que me foi apresentada era a da região de Ilhabela!!!!!. A CARTA NÁUTICA
Bom,
nada mal, pelo menos eles sabiam o que era
uma carta náutica.
NUNCA DEIXE O CAÍS SEM AS CARTAS NÁUTICAS DA REGIÃO POR MENOR QUE SEJA SUA NAVEGADA A carta náutica é indispensável para uma navegação com segurança, pois é com ela que marcaremos qual o caminho a seguir, isto é o rumo a seguir. Nesta altura da apresentação o gato já estava dormindo e o Comandante como tinha já feito um curso de navegação costeira ( teórico) não estava muito interessado nas minhas explicações. Então fiz a seguinte pergunta a ele. Se você sabe o que é Latitude e Longitude. Me explica porque é dada em graus, minutos e segundos. Na próxima etapa você saberá a resposta |